Na tarde do dia 1º de maio de 1994, num feriado de Dia do Trabalho, era bem provável que eu estivesse sentado no chão da sala de estar brincando com um caminhãozinho ou com figurinhas colantes. Afinal, mal havia 5 anos de vida. À tarde, provavelmente
Mais crescido, soube da história e procurei informações. Mesmo hoje, após 18 anos, quando assisto aos videos que muitos canais do YouTube reproduzem, sinto comoção e meus olhos lacrimejam. Afinal, mesmo não tendo conhecido-o, Ayrton Senna tornou-se um herói em minha infância. E ainda hoje o considero ídolo. Por tudo o que fez ao povo brasileiro e por ter levado o nome Brasil às pradarias mais distantes.
Senna havia acabado de trocar a McLaren, escuderia com a qual conquistou seus Mundiais, pela Willians, então potência da categoria. Senna era experiente, tinha conhecimento e influência de sobra. Conhecedor dos circuitos, lutava por melhores condições de saúde e proteção aos pilotos, e levava outros tantos consigo. Seus ideais jamais irão apagar. São fogo perpétuo.
Quando uma pessoa faz o bem durante todas os dias de sua vida, seja esta curta e duradoura ou rápida e silenciosa, ao falecer, é lembrada por todos que o conheceram ou souberam deste como herói. Ídolo de uma nação que, embora diferenças sociais e políticas, compartilhava o amor pelo esporte e pelo homem que honrou com sua vida o patriotismo e o esporte, chamando a responsabilidade a si e crendo na fé em Deus. Seus amigos e companheiros de equipe lamentam sua morte. Por muitos anos, um tio que considero como a um pai guardou em silêncio no quarto de sua residência um quadro antigo com a imagem do piloto.
Quando Senna colidiu sua Willians na curva Tamborello, em Ímola-ITA,
teve morte quase instantânea. Embora as imagens mostrem com clareza, a
cabeça que meche para o lado enquanto espera pelo Corpo Médico é apenas
um sintoma comum em morte cerebral. Um movimento involuntário. Ainda no
circuito, Senna teve um ataque cardíaco, que foi curado pelos médicos do
circuito. Ao chegar ao hospital em Bologna e realizar a bateria de
exames, a conclusão era óbvia: mesmo podendo sobreviver às cirurgias que
fossem necessárias para curar sua fratura craniana e sua hemorragia
interna, não havia meio de curar a morte cerebral.
Ayrton Senna da Silva deixou pais, deixou empresas de sua holding, deixou amigos e fãs, deixou tristeza e choro. Mas o maior legado de Ayrton para o povo brasileiro, certamente, é a bravura e o patriotismo. A coragem de não desistir frente às pessoas mais fortes, enfrentá-las em busca de justiça e levar junto de si amigos e fãs, fazendo com que acreditem num futuro positivo e duradouro.










