Abaixo segue uma prévia de um capítulo do romance Clarissa, que estou
escrevendo e pretendo publicar em meados deste ano. Trata-se da
submissão de um aluno frente sua professora de matemática, algo não raro mas penosamente complicado.
Repousou
seu pé em minha boca e eu continuei minhas caricias. Entre um e outro amasso
pude reparar na pessoa Clarissa. Com olhos fechados, atacava seus seios e
mordia seus lábios numa expressão digna de orgasmo e paixão. Fora o ápice para
mim. Avancei em beijos e mordidas, lambia cada centímetro de seu tornozelo e
erguia minha cabeça para continuar a lhe massagear o ego e preparar a mesa para
a ceia que aproximava-se. Ao chegar a suas pernas, Clarissa desabou em meus
braços. Eu a tinha como sempre imaginara ter, e não havia barreira ou entrave
que me negasse o prazer de tê-la comigo. Clarissa puxou suas pernas para longe
de mim, ofereceu-me os pés e continuei a sugá-los. Como uma criança que corre
para ganhar um doce, avancei nos pés de Clarissa. Massageei e beijei até
deixá-los desprovidos de qualquer limite íntimo comigo. Clarissa avançou em
minha direção. Deixei de lado seus pés, suas pernas e seu pudor. Ardente como as
chamas de uma olimpíada e tão bonita quanto a mais rara das fênix,
aproximamo-nos em lábios, odores e temores. Nos beijamos. O céu e o inferno, a
luz e as trevas, a água e o fogo! Tudo foi perfeito. Não apenas um beijo, mas
um beijo que demonstrou em totais gestos e partes todo o amor que eu possuía
por minha professora e, também, mostrou-me um universo totalmente ambíguo,
desprovido de leis e sentenças. Sentia meu corpo em êxtase, como se meus ossos
fossem simples pedaços de madeira iguais àqueles bonecos de um circo de
marionetes. Minha mente ainda conturbada não sorvia com totalidade o beijo que
Clarissa depositava em minha boca, e meus lábios tímidos correspondiam de forma
singela o ego que me era dado.
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