domingo, 25 de março de 2012

Prévia de "Clarissa"

Abaixo segue uma prévia de um capítulo do romance Clarissa, que estou escrevendo e pretendo publicar em meados deste ano. Trata-se da submissão de um aluno frente sua professora de matemática, algo não raro mas penosamente complicado.

Repousou seu pé em minha boca e eu continuei minhas caricias. Entre um e outro amasso pude reparar na pessoa Clarissa. Com olhos fechados, atacava seus seios e mordia seus lábios numa expressão digna de orgasmo e paixão. Fora o ápice para mim. Avancei em beijos e mordidas, lambia cada centímetro de seu tornozelo e erguia minha cabeça para continuar a lhe massagear o ego e preparar a mesa para a ceia que aproximava-se. Ao chegar a suas pernas, Clarissa desabou em meus braços. Eu a tinha como sempre imaginara ter, e não havia barreira ou entrave que me negasse o prazer de tê-la comigo. Clarissa puxou suas pernas para longe de mim, ofereceu-me os pés e continuei a sugá-los. Como uma criança que corre para ganhar um doce, avancei nos pés de Clarissa. Massageei e beijei até deixá-los desprovidos de qualquer limite íntimo comigo. Clarissa avançou em minha direção. Deixei de lado seus pés, suas pernas e seu pudor. Ardente como as chamas de uma olimpíada e tão bonita quanto a mais rara das fênix, aproximamo-nos em lábios, odores e temores. Nos beijamos. O céu e o inferno, a luz e as trevas, a água e o fogo! Tudo foi perfeito. Não apenas um beijo, mas um beijo que demonstrou em totais gestos e partes todo o amor que eu possuía por minha professora e, também, mostrou-me um universo totalmente ambíguo, desprovido de leis e sentenças. Sentia meu corpo em êxtase, como se meus ossos fossem simples pedaços de madeira iguais àqueles bonecos de um circo de marionetes. Minha mente ainda conturbada não sorvia com totalidade o beijo que Clarissa depositava em minha boca, e meus lábios tímidos correspondiam de forma singela o ego que me era dado.

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