A antropologia é metódia quando afirma que o ser humano é um animal racional e que, com sua racionalidade, aprendeu a viver em sociedade e criar vínculo com seus iguais.
Ao criar este vínculo, que hoje conhecemos por palavras como amor, amizade e afeto, criou expectativas para com os outros que habitam seu grupo, sua família ou seu ciclo social. Muitas vezes, no entanto, a expectativa por algo esvai-se como uma gota de chuva numa folha de jardim. O amor não correspondido, o convívio duradouro com pessoas que, no fim, sequer te procuram mais e o pedido de perdão de alguém próximo, porém distante, são exemplos do abandono e da discórdia.
Logo, podemos admitir que, em certos casos e com determinados indivíduos, a expectativa torna-se frustração. Ao cuidarmos de um ente enfermo, por exemplo, criamos a expectativa de que quando este melhorar, poderemos novamente rir ou conversar, caminhar ou falar e sobre assuntos diversos. Nem sempre, no entanto, a pessoa mantém seus hábitos e seus costumes ao curar-se da doença. Para sermos verdadeiros, a própria pessoa pode piorar e falecer, mesmo com todos os nossos cuidados. Isto não é contrário à nossa expectativa? Não é, portanto, a morte uma frustração? Vale a pena o pensamento.